quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Protesto!

Dando trégua às fofurices, ao romantismo e as coisas de mulherzinha, hoje vim fazer um post de protesto, protesto contra a ditadura da magreza que a indústria da moda e que a sociedade nos impõem. Hoje, dando aquela habitual checada nos sites de notícias, vi duas matérias que chamaram minha atenção, ambas relacionadas ao tema.
A primeira delas falava de uma declaração dada pela cantora febre Adele, que disse: "Meu objetivo de vida é nunca ser magra!", declaração esta que causou polêmica e chegou a ser vista como subversão. Ora vejam, uma pessoa famosa mundialmente não querer ser magra
(magra não, esquelética, que
é o que são a grande maioria das 'celebridades') é uma afronta. Hoje mede-se até o caráter de uma pessoa pelo seu peso, estampam uma pessoa que que está "acima" do peso nas manchetes como uma criminosa e a foto como a da ficha de um bandido detido, preso por sua subversão. Uma ditadura horrorosa, que pune os "gordinhos", que por muitas vezes se sentem excluídos, inseguros, desajustados e sem lugar nessa sociedade esquelética.


A outra matéria foi com a cantora Mallu Magalhães, que foi vista na praia com seu namorado, o também cantor Marcelo Camelo, exibindo sua "boa forma". A mo-
ça com seu corpo extremamente magro, para não dizer esquálido, recebeu, na citada matéria, a seguinte descrição: "... chamou atenção também o corpo enxuto da cantora, que exibiu sua boa forma em biquíni de duas peças". Sinceramente, eu fiquei completamente passada, como podem chamar "aquilo" de boa forma?! Por isso, muitas garotas entram na onda da 'boa forma' e se transformam em pessoas desnutridas e com transtornos alimentares, que muitas vezes podem levar até a morte. Tudo bem que devemos estar atentos à nossa saúde, e todos nós sabemos que excesso peso podem levar a problemas dessa ordem. Mas venhamos e convenhamos, a última coisa que essas meninas magérrimas pensam é em saúde, a estética está acima de tudo.
Eu mesma, por muitas vezes, vejo-me sendo escrava dessa ditadura, eu sei perfeitamente que não sou uma pessoa obesa, que não tenho problemas de saúde, mas engordei alguns quilos nos últimos anos e por onde passo sempre escuto aquela frase esmagadora, arrasadora: "Lari, tu tá gordinha". Isso deixa a autoestima no chinelo, a gente sai na rua e acha que todo mundo tá olhando nossos pneuzinhos, nossas gordurinhas. Parece que quando nos arrumamos pra sair, nunca ficamos bonitos, a roupa nunca fica bem. Se comemos algo que nos causa prazer, logo caímos em uma culpa sem fim. É algo tenebroso, sempre procuramos a forma "perfeita" das modelos esqueléticas, sem barriga, sem peito, sem bunda, sem perna...
Prefiro ser do time da Adele, que prefere pesar uma tonelada e ser reconhecida pelo que é, do que ser uma Nicole Ritchie e ser superficial. Já dizia Natalie Lamour, a mulher nasce com duas opções: ser magra ou ser feliz. Eu sem dúvidas, escolhi ser feliz!
NÃO A DITADURA DA MAGREZA!
Beijos, beijos, beijos \o/

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Amigos de infância




Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra, disse:
"Vai Carlos! ser gauche na vida"


Quando nasci, uma anjinha desastrada
de asas tortas, disse:
"Vai Lari! ser feliz na vida"
Tenho seguido meu legado,
e seguirei até o fim
(Larissa Cavalcante)

Eu e Carlos somos amigos de infância, sempre juntos com um livrinho de poesias, de capa vermelha, já gasto de tanto uso. Houve um tempo em que éramos quase inseparáveis. E quando estive no Rio tive o prazer desse reencontro, em uma manhã ensolarada, na beira do mar de Copacabana. E foi lá que ele me disse: "No mar estava escrita uma cidade!"
Um ótimo feriado a todos!

Beijos, beijos, beijos \o/

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Le Petit Prince

" Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

Beijos, beijos, beijos \o/

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Poesia... que de súbito invadiu-me o dia!

Aproveitei o final do feriado pra dá uma voltinha pela cidade com meu amor! O dia estava lindo, e como já coloquei aqui várias vezes, o pôr-do-sol é minha melhor hora do dia, amo! Os tons que o céu fica, o tempo fica mais ameno (mesmo em pleno B-R-O-Bró) e é tudo mágico, tudo lindo, uma sensação de paz e liberdade. E ontem o sol estava ainda mais especial, estava enoooorme, aquela imensa bola de fogo laranja, se escondendo devagarzinho por trás das serras. E pra completar toda essa beleza, a cidade está um verdadeiro jardim de ipês... um mais lindo que o outro, de todas as cores (amarelo, rosa, roxo, branco), colorindo as ruas e alegrando a vida. Poesia em cada esquina!
Aproveitei e fui tirando umas fotinhas, mesmo da mega potente câmera do meu celular deu pra captar um pouquinho da beleza!!! Recomendo esse passeio, aproveitar essa época que a cidade está tão linda e o pôr-do-sol encantador!!!


Beijos, beijos, beijos \o/

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Amor & Sexo



Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal. Encontro duas amigas no calçadão do Leblon:
- Teu artigo sobre amor deu o maior auê... – me diz uma delas.
- Aquele das mulheres raspadinhas também... Aliás, que você tem contra as mulheres que barbeiam as partes? – questiona a outra.
- Nada... – respondo. – Acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas partes dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney... Lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo...
Uma delas (solteira e lírica) me diz:
- Sexo e amor são a mesma coisa...
A outra (casada e prática) retruca:
- Não são a mesma coisa não...
Sim, não, sim, não, nasceu a doce polêmica ali à beira-mar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. Comecei perguntando a amigos e amigas. Ninguém sabe direito. As duas categorias trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais “sutis” defendem o amor, como algo “superior”. Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta. Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa.
O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes e uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.
Autoria de Arnaldo Jabor

6 de outubro - Dia do Sexo!!!

Então vou finalizar diferente hj...
Sexo, sexo, sexo \o/


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fredoom


Vontade de ir pra um lugar onde eu conhecesse a liberdade

Onde ela caminhasse lado a lado comigo

Onde eu pudesse me sentir livre de tudo que me estressa

Livre de tudo que me preocupa

Livre de tudo que me entristece

Livre de tudo que me prende, que me amara

Simplesmente livre, no sentido mais amplo da palavra


Beijo, beijo, beijo \o/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Múltipla escolha


Você tinha tantas opções, tantas chances de ser feliz. Podia olhar em qualquer direção e seguir o caminho que decidisse. O mundo é tão cheio de seduções e atrativos.
Existem tantas pessoas especiais, no entanto, entre todos os sorrisos você me elegeu. Eu fui a escolhida do seu coração.

***

Eu tive tantas oportunidades, quantas escolhas eu poderia fazer! Tantas estradas eu poderia percorrer. Quantas pessoas especiais cruzaram o meu caminho!
Porém, entre todos os abraços eu preferi o seu. Você foi o escolhido do meu coração.

***

Quantos amores já vivemos, quantos abraços já partilhamos! Quantas pessoas queridas estiveram ao nosso lado, nos convidando à felicidade. Quantas alternativas nós tivemos.
Entretanto, eu preferi você e você me preferiu. E por mais que tivéssemos que decidir entre muitas outras opções, ‘faríamos sempre a mesma livre escolha’, pois foi o amor quem nos escolheu!

***

Beijos, beijos, beijos \o/