terça-feira, 24 de abril de 2012

Doce lembrança


Nesses dias, enquanto esperava o ônibus em uma parada que sempre acho bucólica - ás margens do rio Parnaíba -, tinha um senhorzinho vendendo aqueles docinhos de goiaba, que alguns chamam de goiabinha. Quando vi aqueles doces imediatamente eu quis comprá-los, não que eu adore aqueles doces, mas eles me trouxeram de volta as lembranças das férias que eu passava na casa da minha vó quando era criança!
Eu sempre comi um monte daqueles docinhos lá. Casinha de zona rural, fogão a lenha, água no pote, bode, porco e galinha no quintal, uma lagoa - rodeada de árvores frondosas e cheia de vitórias-régias (onde pegávamos peixinhos com as mãos) - e uma vendinha de interior, onde comprávamos as benditas goiabinhas. Foi uma sensação meio mágica, é como se eu estivesse lá de novo, naquele mesmo tempo, sendo aquela mesma menina. Eu quis comprá-los não pelo sabor em si, mas pelo que eles me despertaram. Comprei e comi. Comi com tanta vontade, como se estivesse sentada na janela da casa da minha vó, olhando o vaqueiro passar tocando os bois... enquanto ela cozinha aquele arroz da roça e uma galinha caipira. Comi com se estive comendo não o doce, mas aquela sensação, aquela lembrança.
Tempo bom que não volta mais!
E eu não sabia que minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé".
Beijos, beijos, beijos \o/

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