terça-feira, 2 de maio de 2017

Lari completa 32!

Entrei na semana do meu aniversário de 32 anos! Sempre, sempre mesmo, que se aproxima essa data me sinto mais reflexiva. E, este ano, resolvi fazer pequenas postagens cada dia da semana com esses devaneios meio malucos da minha caixola como forma de celebrar e prolongar um pouquinho as comemorações que tanto me apetecem nesta data. Começo na terça, já que a semana está começando de fato e de direito hoje!


A imensidão poética de todas as tecnocracias revertidas e instauradas na pele me fala muito sobre aprendizagem, neste ciclo que se segue até onde se perde a vista no horizonte. Horizonte desconhecido e bonito, onde me reconheço e num piscar percebo que o mais bonito é viver no agora, sem tantas teorias revolucionárias, mirabolantes e desejosas de sempre mais. O simples que é foda... sublime, encantador. Juntar riqueza é vulgar, retrogrado e careta. Pessoas é que são as verdadeiras preciosidades e tesouros escondidos no final do arco-íris, essas sim valem a pena juntar ao redor, carregar dentro do peito e converter em sentimento eterno que te faz sentir a verdadeira magnitude do ser. 

Beijos, beijos, beijos \o/

quarta-feira, 26 de outubro de 2016


Esses dias o canto dos pássaros tem me tocado com mais vigor. Não que eu nunca tenha tido afeição por passarinhos, mas esses dias eles têm tomado uma intensidade, algo que vai bem fundo na alma e me pego a suspirar. Tenho andado um tanto aérea, como pisando sobre nuvens... um desejar alentando os pensamentos e passeio, mesmo sem sair do lugar. Me pego divagando por aí e acordando pra sonhar. Esses dias anda tudo demasiado, ando a salgar panelas... cometendo excessos de sal! Ouvia quando menina que moça que salga demais a comida anda enamorada, pois, assim como na paixão, não há medida que chegue. Que a moça apaixonada coloca logo a mão no saleiro, aperta o punhado de sal e joga na panela sem medidas definidas, pois tem que se pegar com mão, para sentir melhor, pois a medida vem do coração. Mas, afinal, quem aprende sem cometer excessos?! E ademais, a vida sem sal não tem a menor graça! 

Beijos, beijos, beijos \o/

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Ultimamente ando inebriada de inspiração... inspiração de outros autores, outros poetas! E esse turbilhão tem me tomado por inteira, sufocando-me e não deixando espaço para os meus próprios escritos. Mas não lamento! A palavra sempre me persegue, mesmo não saindo da minha boca. Como diria Cora Coralina: "Poeta não é somente o que escreve. É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso."

Beijos, beijos, beijos \o/

terça-feira, 26 de julho de 2016

Souvenirs

Sinto saudade de mim mesma. Saudade de quando todas minhas dores eram curadas dentro do abraço da minha mãe e/ou do meu pai. 
Sinto saudade da segurança do meu lar, de dividir meu quarto com minha irmã e minha cama com meu irmão, que no meio na noite deitava ao meu lado pra dormir agarradinho, com medo do escuro. Saudade de quando éramos cinco, indivisíveis e inseparáveis.
Saudade da minha ingenuidade tipicamente infantil, de quando construía castelos com latinhas de refrigerante.
Saudade do tempo que a única beleza que importava era a da felicidade, do sorriso descompromissado, da leveza.
Saudade de quando a realização era um sorvete daqueles de máquinas com mil e uma abelhas rodeando, e a escolha era feita pela cor e não pelo sabor, pois todos tinham o mesmo gosto, gosto de prazer.
Saudade de como me sentia pulando dentro de um balão colorido inflado com ar. Das minhas gargalhadas, dos meus cabelos descabelados ao vento, de cada pulo, cada cambalhota. 
Saudade de não me importar nem um pouco com que os outros estavam pensando de mim, porque a única coisa que realmente importava era o momento, o aqui e agora. 
Sinto saudade de quando eu não era egoísta e não sabia dissimular ou mentir, porque eu não precisava desses artifícios. Eu simplesmente só sabia ser o que eu era de verdade.
Sinto saudade de quando a diversão de sábado à noite era ver minha mãe se enfeitar, se pintar, se perfumar. Aquele cheiro ainda mora em mim!
Saudade daquela meninazinha que acreditava que seus pais eram seres humanos perfeitos e com poderes mágicos. 
Eu ainda sinto aquela Larissa. Aquela criança feliz e descabelada, brincando na areia. Mas que bobagem... aquela mesma meninazinha ainda mora em mim, no meu sorriso fácil, na minha vontade de ser feliz todos os dias ao acordar, na minha capacidade de sempre me surpreender, de sempre achar beleza nas insignificâncias e me demorar nas desimportâncias, vivendo cada momento eterno! 
Sinto tanta saudade “daquela coisa morna e ingênua que foi ficando no caminho”, mas, maior que toda essa saudade é o orgulho de todas as minhas lembranças, de cada pedacinho do roteiro que me transformou na mulher, com muitas coisas ainda de menina (temo que isso nunca mude), que sou hoje. Sinto muito orgulho de poder olhar para trás e perceber que nesses 31 anos - deu o baque - acumulei afetos e encontros, que só apuraram meu olhar, ajudando-me a descobrir o mundo com olhos de poeta e a enxergar que as maiores riquezas não se compram com dinheiro. Orgulho e gratidão por todos esses retalhos e pessoas com os quais vou bordado minha história e construindo uma linda colcha de felicidade e leveza, colorida e cheia de poesia!

Obrigada, obrigada, obrigada!  
Beijos, beijos, beijos \o/

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Melancolia poética


Também existe poesia na tristeza. Uma certa singeleza no brilho da lágrima com gosto de mar. Nos olhos vermelhos estampados de dor também pode haver delicadeza de pétala de flor. No embrulho do estômago, borboletas soltas floreiam arabescos. No turbilhão de pensamentos, passarinhos frenéticos alçam voos em debandada, povoando o céu da boca em grande confusão. No coração um por do sol rosa alaranjado vai roubando os últimos raios do dia. E quando chega a escuridão, é a noite preta e misteriosa que se insinua e se instala na alma nua.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Paradoxal


Essa vida! Tão simples e tão complexa! Tão reta e tão cheia de curvas! Tantas certezas e nenhuma resposta! Harmonia e dissonância! Inconstância e equilíbrio! Sigo na corda bamba, mantenho-me firme! Não sei quando parar, mas sei a hora de sair de cena! Talvez esse seja o ponto alto do espetáculo. Saber quando apagar as luzes, tirar a maquiagem e fechar as cortinas. Saber ser bastidor mesmo com todos os brilhos reluzentes da alma. Saber ser silêncio mesmo quando todos os gritos pulsam na garganta. Nem sempre som, nem sempre luz. Vida, vida... Ainda te pego na esquina e sigo de mãos dadas contigo para juntas apreciarmos o pôr do sol.

Beijos, beijos, beijos \o/

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Transcendental


Você me supõe num golpe ingenuidade
Como me explicar se não me traduzo? 
Única, plural, nenhuma e todas
Na fonte do meu mel, você tem o meu melhor
Do pior você nem vai querer saber
A porta escancarada para as coisas da alma
Me pego no laço do pensamento, 
Vejo-me correndo contra o tempo, 
Querendo chegar aonde já fui
Acho-me no traço de uma lágrima, 
Viajo na velocidade da luz
O corpo tremendo no limiar do que seduz 
E me reduzo a pó
Refaço-me no que você desfaz
Ressuscito para o mundo perecível
E na confusão das ideias, 
No nó do cansaço, 
No perdão do irremissível eu me acho
Procuro lucidez nas pegadas que você deixou
E quase sempre perco a razão
Pro racional eu mando um abraço!
Beijo a boca da loucura, 
Sem saber que tenho cura
Mas minha doença não é um mal
É apenas o que tenho de mais sublime: minha rima, minha poesia... Poesia louca e transcendental!

Beijos, beijos, beijos \o/